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Governo Norte Americano define novas regras para merenda escolar nos EUA

Data: 10/02/2012 Fonte: RedeNutri. Adaptado de: The Wall Street Journal

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O governo dos Estados Unidos definiu regras para subsídio de alguns alimentos calóricos e com altos teores de gorduras saturadas.

​A primeira dama norte-americana, Michelle Obama, anunciou na última quarta-feira (01/02), novas regras para alimentação escolar no país, em um esforço para combater os altos índices de obesidade infantil.

De acordo com as novas regras, as escolas terão de oferecer aos alunos mais frutas, hortaliças e grãos e, pela primeira vez, o Departamento de Agricultura fixou limites de calorias para as refeições oferecidas nas lanchonetes. Por exemplo, o almoço fornecido para crianças que cursam do jardim de infância até a quinta série, não pode conter mais de 650 calorias. Para as crianças entre seis e oito anos, o limite sobe para 700 calorias e para estudantes que tenham entre 9 e 12 anos, o limite é de 850 calorias. As exigências passam a valer a partir do próximo ano letivo.

Também havia propostas para redução no tamanho da porção dos alimentos que após receberem críticas da indústria de alimentos e de alguns legisladores não foram aprovadas.

Outra mudança será a substituição do leite integral pelo desnatado, nas escolas que receberão subsídios públicos. Além disso, bebidas lácteas e leite aromatizado só poderão ser fornecido se, desnatados. De acordo com o Departamento de Agricultura, a mudança visa reduzir a quantidade de gordura saturada ofertada às crianças, para que o consumo de gorduras saturadas não ultrapasse 10% das calorias ingeridas em cada refeição.

“Quando mandamos nossos filhos à escola, esperamos que a alimentação fornecida a eles seja do mesmo tipo que oferecemos em casa assim, não queremos que eles consumam alimentos com altos de gorduras, sal e açúcares”, declarou Michelle Obama. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, aproximadamente 17% dos norte-americanos entre dois e dezenove anos estão obesos.

As escolas deverão oferecer aos alunos ¾ de uma xícara de legumes e ½ de um copo de frutas ao longo do dia. Esse valor é o dobro do que antes era exigido. Há uma preocupação por parte das associações escolares, empresas que fornecem refeições e nutricionistas em relação ao consumo desses alimentos, já que muitos estudantes poderão simplesmente optar por jogar no lixo os alimentos que não estão habituados a consumirem.

As regras ainda exigem que, a partir dos próximos dois anos escolares, metade dos produtos à base de grãos, sejam fabricados com grãos integrais. A meta para o ano escolar de 2014-15 é que essa quantidade alcance a totalidade das refeições.

As mudanças poderão custar às escolas, ao longo de cinco anos, U$6,8 bilhões entretanto, o governo prevê que os custos cheguem à apenas U$3,2 bilhões. De acordo com o subsecretário Kevin Cancanno, os custos foram reduzidos, já que o governo deixou de exigir que carnes ou derivados fossem ofertados durante as refeições.

Será um desafio para escolas de todo o país, disse Diane Pratt-Heavner, porta-voz da Associação das Escolas de Nutrição. O governo federal contribuirá com as escolas que atenderem as novas regras, U$0,06 por refeição entretanto, de acordo com Diana, esse subsídio não conseguirá cobrir as despesas adicionais. Segundo o Departamento de Agricultura, aproximadamente 32 milhões de crianças em todo o país, são atendidas na alimentação escolar.

Outra proposta também não aprovada por interferir em interesses de alguns legisladores foi a redução na oferta de alimentos fritos, por exemplo, batata.

A senadora Susan Collins, representante de Maine, assumiu os créditos da não aprovação da redução de alimentos à base de batatas servidos nas escolas. Segundo ela, agricultores da região sentiram-se prejudicados com a proposta, já que a cidade é a quinta maior produtora de batatas do Estados Unidos. O mesmo aconteceu com a proposta de redução da utilização de molho de tomate nas pizzas que foi vetada devido a interesses da indústria de alimentos.

 
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