Histórico
Como tudo começou...
Em 2003, a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência do Brasil introduziu na sociedade brasileira um conceito novo, inquietante e de difícil apreensão: segurança alimentar e nutricional.
Até então havia uma tradição de compreender a luta contra a fome como um conjunto de ações assistencialistas de distribuição de alimentos. O conceito de segurança alimentar e nutricional alterava esta tradição, incorporando a idéia de que, para lutar contra a fome, não basta dar alimentos episodicamente, mas é preciso oferecer condições sistemáticas de produção e acesso ao alimento de qualidade nutricional.
Foi nesse contexto de mudança de paradigma que um grupo de empresários já comprometidos com diversos projetos sociais resolveu manifestar a sua adesão ao novo princípio por meio da criação de uma entidade voltada para executar ações que apoiassem o novo movimento da sociedade brasileira. Assim nasceu a Apoio Fome Zero, cujo objetivo era apoiar ações que visassem à segurança alimentar e nutricional da população brasileira, combatessem a pobreza e buscassem melhorar as condições de vida dos brasileiros que estivessem em situação de insegurança alimentar.
Em 2003, em uma festiva cerimônia, 51 associados fundadores assinaram a ata da assembléia de constituição, e a então Apoio Fome Zero passou a desenvolver e apoiar atividades de mobilização social, de geração de renda e de capacitação de comunidades vulneráveis.
Os primeiros passos...
Ao longo de seu primeiro ano de funcionamento e contando com uma equipe reduzida, a então Apoio Fome Zero gerenciou projetos, deu suporte técnico a outras entidades, promoveu eventos e editou publicações de forma que seu objetivo inicial fosse cumprido. É importante ressaltar que o Projeto Gestão Eficiente da Merenda Escolar, que logo viria a se tornar o principal pilar da entidade, foi concebido ainda em 2003.
A busca de uma vocação...
Depois de dezoito meses de atuação e do desenvolvimento de vários projetos, houve a necessidade de definir a vocação da associação. Assim sendo, em assembléia geral ordinária, decidiu-se modificar a razão social para Ação Fome Zero, que no entender daquele colegiado refletia mais adequadamente a realidade do trabalho da entidade. Nessa mesma reunião, ficou estabelecido que a recém-batizada Ação Fome Zero deveria focar suas atividades no aspecto da alimentação escolar. Os motivos apresentados foram os seguintes:
- O Programa de Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é o mais antigo programa social do governo federal (mais de cinqüenta anos de existência).
- O PNAE é hoje uma política de Estado que sobreviveu a diferentes governos.
- O PNAE tem amplitude nacional.
- A alimentação escolar é um direito.
- O PNAE beneficia mais de 35 milhões de crianças e jovens que necessitam de uma alimentação saudável que garanta seu pleno desenvolvimento intelectual e físico.
- A alimentação escolar é um fator que inibe a evasão escolar.
- Apesar de todas as vantagens, o PNAE é um programa frágil e sujeito a desvios que devem ser combatidos e coibidos.
- As modificações recentes no PNAE (descentralização de seu gerenciamento, aumento do valor per capita das refeições, criação dos Conselhos de Alimentação Escolar – CAE, entre outras) exigem um fortalecimento do controle social.
- A atuação do Conselho de Alimentação Escolar é de extrema importância para que crianças e jovens recebam uma merenda escolar efetivamente de qualidade.
Portanto, desde então, o Projeto Gestão Eficiente da Merenda Escolar pode ser considerado o principal projeto da Ação Fome Zero.
Resumo das Atividades da Ação Fome Zero
| Capacitação para Conselheiros de Alimentação Escolar |
Cursos presenciais |
4024 participantes de 944 municípios |
| Curso à distância |
1730 participantes de 570 municípios |
| Cisternas |
240 cisternas com 960 pessoas beneficiadas |
| Outros |
Cursos para gestores de alimentação escolar |
354 gestores participantes de 146 municípios |
| Curso para formação da comunidade escolar |
117 participantes de 1 município |
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